sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Ambiente de trabalho adequado!

Confira a seguir as ilustrações comparativas sobre o ambiente de trabalho e o que impacta diretamente uma boa postura física.



”Transtorno de Pânico” ou ”Síndrome do pânico”


O que é
O ”Transtorno de Pânico” ou ”Síndrome do pânico” é um tipo de transtorno ansioso caracterizado por ataques recorrentes de ansiedade de início súbito e duração limitada. Trata-se de um transtorno que acomete mais as mulheres que os homens (até 2 vezes mais), cujo início geralmente ocorre entre os 20 e 25 anos de idade.
Sintomas
Durante os ataques, o indivíduo apresenta um medo abrupto e intenso, acompanhado por pelo menos quatro dos sintomas abaixo:
  • palpitações, taquicardia
  • dor no peito
  • tontura, sensação de que vai desmaiar
  • sudorese
  • sensação de falta de ar ou de sufocamento
  • formigamentos
  • tremores
  • ondas de calor ou frio
  • enjôo ou desconforto abdominal
  • medo de perder o controle ou enlouquecer
  • medo de morrer
  • sensação de que o corpo está estranho ou de que o ambiente está estranho, não familiar
Os ataques podem ocorrer espontaneamente ou em resposta a uma situação específica. Causam muito sofrimento e com freqüência o indivíduo tem a certeza de que está morrendo. Por definição, a intensidade dos sintomas deve atingir o máximo dentro de 10 minutos, e a maioria dos ataques tem duração relativamente curta, de 5 a 30 minutos.
A agorafobia, comumente associada ao Transtorno de Pânico, é definida como o medo de estar em locais ou situações difíceis de sair ou de conseguir ajuda (caso apresente um ataque de pânico). Por exemplo: estar no meio de uma multidão; estar longe de casa sozinho; estar em um congestionamento, túnel ou ponte; viajar de trem, ônibus, automóvel ou avião. Devido ao medo, muitas pessoas passam a evitar locais públicos, elevadores ou até mesmo sair de casa desacompanhadas.
A ansiedade antecipatória é outra característica comum do Transtorno de Pânico, o indivíduo preocupa-se constantemente com a possibilidade de apresentar novos ataques. Este temor o leva a limitar suas atividades, evitando situações desencadeantes ou associadas a ataques anteriores. Por exemplo, se um ataque anterior ocorreu em determinado local, este local passa a ser evitado.
Causas
Existem diversas teorias a respeito das causas desta síndrome, as quais ainda não foram totalmente esclarecidas. Em relação aos aspectos biológicos, há evidências do envolvimento da desregulação dos sistemas da noradrenalina e da serotonina. A genética também parece contribuir para o transtorno, segundo estudos utilizando gêmeos.
Diagnóstico
Devido à intensidade dos sintomas físicos, a maioria dos pacientes procura serviços de emergência (como pronto-socorros) quando apresenta os ataques. Como nenhuma alteração física é encontrada, geralmente estes pacientes deixam o local sem um diagnóstico, o que atrasa o início do tratamento, prolongando o sofrimento do paciente.
Tratamento
O tratamento farmacológico consiste no uso de medicamentos como antidepressivos e benzodiazepínicos. Também pode ser utilizada a psicoterapia; há diversos estudos demonstrando os benefícios do uso da terapia cognitiva comportamental no transtorno de pânico. A psicoterapia psicodinâmica e a terapia de grupo também podem ser utilizadas.


Se você tem estes sintomas, procure a ajuda de um Médico Especialista!

Dor de cabeça - Cefaléia


Cefaléia é um termo técnico que significa dor de cabeça. Trata-se de um sintoma bastante comum, que acomete a grande maioria das pessoas ao longo da vida. Diversas doenças podem levar à cefaléia, geralmente associada a outros sintomas. Entre elas estão infecções, tumores, desordens vasculares, desordens metabólicas, problemas oculares (glaucoma), entre outras.
Existem vários tipos de cefaléia, no entanto, que não são secundárias a nenhuma doença específica e, geralmente, são recorrentes. 
Os tipos mais comuns são a cefaléia tensional e a enxaqueca. Em qualquer caso, a avaliação médica é fundamental para esclarecer a origem da cefaléia e estabelecer o tratamento apropriado.

Cefaléia Tensional

A cefaléia tensional acomete indivíduos de todas as idades, mas principalmente adultos jovens, sendo mais comum em mulheres. Caracteriza-se por dor de intensidade variável, contínua, em aperto, pressão ou peso, envolvendo a cabeça como uma faixa. Pode acometer toda a cabeça, ou ser mais intensa na região posterior, próxima ao pescoço, ou frontal. Chega a durar vários dias seguidos, podendo ser exacerbada por estresse emocional, fadiga, barulho ou luz intensa. Em alguns casos, ansiedade ou depressão estão presentes.
O tratamento pode ser feito com analgésicos comuns, mas medicamentos utilizados para enxaqueca também costumam ser utilizados. Técnicas de relaxamento, como massagens e banhos quentes, geralmente são úteis. Assim como explorar as causas da tensão ou ansiedade.

Enxaqueca

A enxaqueca é um tipo de cefaléia caracterizada por crises de dor intensa, latejante, que geralmente acomete apenas um lado da cabeça (mas pode acometer os dois lados). Embora a enxaqueca possa surgir em qualquer idade, as crises comumente aparecem na adolescência ou início da idade adulta. Alguns sintomas como náuseas, vômitos, intolerância a luz e ao barulho estão frequentemente associados à enxaqueca.
Uma parcela dos indivíduos costuma apresentar sintomas neurológicos um pouco antes das crises chamados “aura”. Os sintomas mais comuns são as alterações visuais como falhas no campo visual, flashes de luz ou pontos luminosos em ziguezague. Outros sintomas como formigamento, fraqueza em uma parte do corpo, e até dificuldade para falar também podem ocorrer, mas são mais raros.
A enxaqueca é mais comum em mulheres e os indivíduos acometidos com freqüência tem familiares com quadros semelhantes. As crises podem durar de horas a dias e podem ser desencadeadas por estresse emocional ou físico, falta ou excesso de sono, jejum, comidas específicas (como chocolate, comidas gordurosas), bebidas alcoólicas (como vinho tinto), privação de cafeína (em indivíduos que costumam consumir grandes quantidades de cafeína), menstruação, exercício físico intenso, exposição a ruídos altos, odores fortes ou temperaturas elevadas.
Durante as crises, muitos pacientes se beneficiam de medidas simples como descansar em um local silencioso e escuro. Os analgésicos simples também podem ajudar se utilizados logo no início dos sintomas, mas com freqüência são necessários medicamentos com vasoconstritores.
Pessoas com crises freqüentes (ao menos duas a três vezes por mês) podem necessitar de um tratamento profilático, ou seja, um tratamento para prevenir novas crises. Existem diversas medicações efetivas para este tipo de tratamento que deve ser feito sempre seguindo orientação médica.

Cefaléia em Salvas

A cefaléia em salvas acomete predominantemente homens de meia-idade. Caracteriza-se por dor muito intensa na região ao redor de um dos olhos, frequentemente acompanhada por congestão nasal do mesmo lado da dor, secreção nasal, lacrimejamento e olho vermelho.
O início da crise geralmente é súbito e muitas vezes ocorre à noite, acordando o indivíduo. Costuma durar menos de 2 horas e melhorar espontaneamente. Os episódios podem ocorrer diariamente por semanas, depois desaparecem por períodos que variam de semanas a meses.
Muitos pacientes relatam que a ingestão de álcool pode desencadear uma crise. Outros relatam que estresse e a ingestão de alimentos específicos também podem precipitar crises.
A inalação de oxigênio (100%) por 15 minutos costuma ser efetiva para o alívio da dor durante a crise. Também pode ser realizado tratamento profilático com medicamentos específicos, sob orientação médica.
Os medicamentos de venda livre podem resolver a maioria dos casos de cefaléia, porém a automedicação é contra-indicada. Ela pode dificultar ou postergar o diagnóstico de alguma doença que pode estar causando a cefaléia e que necessite de tratamento específico.

Procure um Médico Neurologista, caso você tenha os sintomas citados à cima!

Ansiedade


Ansiedade:
O sentimento que nos adverte quando há algo a ser temido, seja ele real ou imaginário. A ansiedade é uma sensação derivada de momentos de preocupação, tensão e apreensão, sentida como antecipação a problemas. É uma característica biológica do ser humano, que antecede momentos de perigo real ou imaginário, marcada por sensações corporais desagradáveis, tais como uma sensação de vazio no estômago, coração batendo rápido, medo intenso, transpiração, entre outras. 

Alguns autores denominam a nossa era como sendo a Era da Ansiedade. Com tanta turbulência, competitividade, dificuldades de relacionamento, consumismo desenfreado, atrocidades, discrepâncias sociais, globalizações, seria praticamente impossível não ser contaminado por esse acontecimento psíquico. Afinal, para ser ansioso, basta ser indivíduo e ter participação ativa na sociedade.

A Ansiedade pode:
1. Ser normal (ex.: um estudante frente a uma situação de exame) ou patológica (ex.: os transtornos de ansiedade).
2. Ser leve ou grave.
3. Ser prejudicial ou benéfica.
4. Ser episódica ou persistente.
5. Ter uma causa física ou psicológica.
6. Ocorrer sozinha ou junto com outro transtorno, como a depressão.
7. Afetar ou não a percepção e a memória.

Principais sintomas:
  • Fadiga
  • Insônia
  • Boca seca
  • Tensão muscular, dores
  • Sensação de ter um “nó” na garganta
  • Dificuldades para relaxar
  • Dificuldades para dormir
  • Leve tontura ou vertigem

Dicas para um dia a dia mais saudável:
  • Tenha horário para trabalhar, descansar e almoçar.
  • Delegue, não centralize tudo em você.
  • Tire as férias uma vez por ano.
  • Não viva de acordo com a expectativa dos outros.
  • Deixe o celular desligado em férias ou no final de semana.
  • Respeite seus limites pessoais.
  • Tenha um hobby.
  • Não leve trabalho para casa.
  • Curta sua família.
  • Não seja exigente consigo mesmo.
  • Tenha uma alimentação saudável.

Alguns alimentos que agem como auxiliares no controle da ansiedade:
  • Alface 
    Rica em fosfato, ameniza a irritação. Contém lactucina, elemento calmante.

  • Laranja 
    Rica em vitamina C, cálcio e vitaminas do complexo B, auxilia o sistema nervoso a trabalhar adequadamente. O ideal é consumir a laranja com o bagaço, que é rico em fibras.

  • Maça 
    Consumida com casca, é rica em fibras, além de conter carboidratos, vitaminas A, B, B1, B2, B6, C, minerais, zinco, magnésio e selênio. Tem efeito relaxante e atenua a ansiedade.

  • Mel 
    Favorece a produção de serotonina, neurotransmissor que controla as mudanças de humor.

  • Ovos 
    Dois ovos por semana ajudam bastante a combater a apatia, ansiedade e a perda de memória.


Se persistirem os sintomas, o Médico Psiquiatra deverá ser consultado!

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Calcule o seu IMC (Índice de Massa Corpórea).


O IMC - É um indicador criado pela Organização Mundial da Saúde que serve para definir, de maneira simples, se um indivíduo está no seu peso ideal, com sobrepeso ou sofrendo de obesidade. De maneira simples, sim, pois o IMC deixa de lado diversos aspectos relevantes para a obesidade e equaciona apenas altura e peso para demonstrar seu resultado. Essa simplificação faz com que alguns indivíduos apresentem resultados não condizentes com a realidade. Pessoas que possuem músculos muito bem trabalhados e definidos, por exemplo, pode apresentar um IMC de obeso ao aplicarem a fórmula, simplesmente pelo fato de músculos serem mais pesados que gordura. Isso, portanto, não tira a credibilidade e a funcionalidade do cálculo do IMC. Apenas restringe a sua margem de atuação.
Para que serve então esse indicador? O IMC serve apenas para dar uma ideia do tipo de tratamento que se pode buscar, da condição que a pessoa se encontra quanto ao seu peso, algo que pode ser levado em consideração em conjunto com outros fatores, nunca de maneira isolada.
                                                      Fórmula: IMC = peso / (altura)2                 
~ A Organização Mundial da Saúde (OMS) criou uma tabela que mostra a média de peso ideal e suas variações (se altos ou baixos). Veja:



domingo, 2 de dezembro de 2012

HEPATITE VIRAL

Definição:
Infecção hepática comum que causa destruição, necrose e autólise de células hepáticas.
Os tipos principais diferenciam-se pelo vírus causador e pela forma de transmissão:
TIPO A (altamente contagiosa; em geral, resulta da ingestão de alimento ou água contaminados).
TIPO B (dissemina-se pelo contato com sangue, secreções e fezes contaminados).
TIPO C (doença hematogênica associada ao compartilhamento de agulhas e a transfusões sanguíneas).
TIPO D (associada a viagem recente pera áreas endêmicas).

Causa:
Infecção pelo vírus desencadeados.

EFEITO DA HEPATITE VIRAL SOBRE O FÍGADO
Ao entrar no corpo, o vírus mata diretamente hepatócitos ou ativa reações inflamatórias e imunes que os lesam ou destroem por meio da lise das células infectadas ou adjacentes. Depois, anticorpos diretos que atacam os antígenos virais causam mais destruição das células infectadas. O edema e a tumefação do interstício acarretam colapso de capilares, diminuindo o fluxo sanguíneo e causando hipoxia tecidual, cicatrização e fibrose.

Estágio Prodrômico:
Alterações fisiopatológicas:
Efeitos sistêmicos da inflamação - Fadiga, mal-estar, artralgia, mialgia, febre.
Anorexia - perda de peso discreta.
Inflamação hepática - Náuseas e vômitos, alterações nos sentidos do paladar e do olfato, sensibilidade no quadrante superior direito.
Urobilinogênio - Urina escura.
Bile diminuída no trato GI - fezes cor de barro.


Estágio clínico:
caracteriza-se por agravamento de todos os sintomas do estágio prodrômico, bem como os seguintes:
Aumento da bilirrubina no sangue - prurido, icterícia.
Inflamação hepática contínua - Dor ou sensibilidade abdominal.

Estágio de recuperação:
Caracteriza-se por diminuição dos sintomas e retorno do apetite.



Intervenções:
Repouso - para minimizar as demandas de energia.
Evitar álcool ou outras drogas - para prevenir mais dano hepático.
Modificação dietética (pequenas refeições ricas em calorias) - para combater a anorexia.
Nutrição parenteral (se o paciente não puder comer devido aos vômitos persistentes) - para manter o estado nutricional adequado.
Vacinação contra hepatites A e B - para fornecer imunidade.
Precauções entéricas (ao cuidar de pacientes com hepatites A ou E) - para prevenir a disseminação da infecção.
Suplementos vitamínicos e alimentares - para melhorar o estado nutricional.

Ficha Catalográfica: Fisiopatologia básica/ [Susan E. Antczak... et al. ; tradução Ana Karine Ramos Brum], - Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005
Tradução de: Pathophysiology
Apêndice
Inclui bibliografia
ISBN 85-277-1016-1
1.Fisiologia. 2. Enfermagem. I. Antczak, Susan E.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

HPV é coisa séria - Vacine-se!

O HPV (papilomavírus humano) é um vírus comum que afeta tanto homens quanto mulheres. É considerando a principal doença sexualmente (DST) e a sua transmissão ocorre principalmente na relação sexual, no contato pele a pele.
Existem mais de 100 tipos deferentes de HPV e cerca de 30 tipos afetam a área genital. A maioria dos casos de infecção por HPV não causa nenhum tipo de sintoma e desaparece sem tratamento. Entretanto, em algumas pessoas o HPV pode se manifestar como VERRUGAS GENITAIS ou LESÕES que se não tratadas podem progredir para CÂNCER DE COLO DO ÚTERO, VAGINA e VULVA.


HPV - 30 tipos tem preferencia pela área genital.
15 tipos estão associados ao desenvolvimento de câncer de colo do útero, vagina, vulva e ânus.
02 tipos (16 - 18) são responsáveis por 70% de câncer de colo do útero.
02 tipos (6 - 11) são responsáveis por 90% dos casos de verrugas genitais.


SINAIS OU SINTOMAS, COMO VOU SABER SE ESTOU INFECTADO (A)?
É justamente por este motivo que é tão importante consultar seu ginecologista regularmente e realizar o exame Papanicolau. Se for necessário, seu medico poderá pedir exames complementares, o seu e de seu (a) parceiro (a).

COMO POSSO REDUZIR O RISCO DE CONTÁGIO?

  • Reduzir o número de parceiros (as);
  • O uso do preservativo é imprescindível, mas no caso do HPV não é suficiente, pois o vírus pode estar alojado também em partes da área genital que estão fora do alcance do preservativo.
  • Se houver suspeita de que o parceiro sexual tenha qualquer DST é altamente recomendável abster-se das relações sexuais com este parceiro, até que o tratamento seja realizado, se for o caso.
  • Não compartilhar objetos de uso íntimo com outras pessoas e fazer higiene de objetos de uso comum (como toalha, vaso sanitário...).

QUE PODE ADQUIRIR?
Qualquer pessoa que tenha qualquer tipo de atividade sexual envolvendo contato genital está sujeito a adquirir o HPV. Estima-se que entre 50 a 80% dos homens e mulheres sexualmente ativos entrem em contato com 1 ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas. Como muitas pessoas infectadas não apresentam nenhum sinal ou sintoma, eles podem transmitir o vírus mesmo sem saber.
O HPV é altamente contagioso*; assim, é possível adquiri-lo cm uma única exposição. Muitas pessoas adquirem nos primeiros 2-3 anos de vida sexual ativa.


OBS: No mundo, a cada 2 minutos uma mulher perde a luta contra o câncer de colo do útero.

A arma mais eficiente contra o HPV é a vacinação. O ideal é que as meninas e meninos sejam vacinados antes do inicio da atividade sexual, porém mulheres e homens que ainda não se infectaram ou mesmo que já tiveram contato com algum dos tipos de HPV podem se beneficiar com a vacinação.
São 3 doses: 0,2 e 6 meses e está indicada para mulheres e homens.
A eficácia da vacina é alta: 98% de eficácia contra o câncer de colo de útero, 100% contra o câncer de vulva e vagina. 99% nas mulheres e 90,4% nos homens de eficácia contra verrugas genitais.
É importante salientar que a vacina não substitui outros métodos de prevenção nem tampouco permite o abandono do uso de preservativos, fundamental na prevenção de DSTs.



08 em cada 10 pessoas se infectam com HPV ao longo da vida!

DIGA NÃO AO HPV!
Consulte o seu Ginecologista!

Fonte: Gabriel Oselka, diretor da Clínica Especializada em Doenças Infecciosas e Parasitária em Imunização (CEDIPI).

sábado, 20 de outubro de 2012

HIPERPLASIA BENIGNA DA PRÓSTATA (HBP)

A próstata é uma glândula, do tamanho de uma amêndoa, pesando cerca de 20 gramas que se situa na base da bexiga e circunda a porção inicial da uretra. Sua função é produzir líquido prostático, que juntamente com o líquido das vesículas seminais e das glândulas periuretrais, irá constituir o esperma.
Com o passar dos anos, todo homem apresentará algum grau de crescimento na próstata, geralmente entre os 40 e 45 anos de idade, sendo mais comum aos 60 anos. 
Todo homem deve consultar o urologista a partir dos 40 anos de idade para avaliação da próstata. A prevenção é a principal forma de prevenção das doenças da próstata.

Esse crescimento é conhecido como hiperplasia prostática benigna (HPB). 
Isso não é câncer, é um processo inerente ao homem.
Durante a adolescência e a fase adulta, os transtornos que o homem pode ser acometido são as uretrites (doenças sexualmente transmissíveis) e as prostatites (infecção da próstata).
O idoso pode ser acometido da HPB e do câncer de próstata.


HIPERPLASIA PROSTÁTICA BENIGNA (HPB)

As causas para o crescimento benigno da próstata são indeterminadas.

Os principais sintomas são: 
Jato urinário diminuído, urgência para urinar, hesitação miccional, freqüência miccional aumentada, gotejamento ao termino da micção, acordar a noite para urinar, esvaziamento incompleto da bexiga, incontinência urinária, urina sanguinolenta, forca ao urinar, diminuição do volume do ejaculado, incapacidade de urinar espontaneamente (retenção urinária).

O diagnostico é feito pela avaliação dos sintomas, ultra-sonografia da próstata, exame de urina, urodinâmica (equipamento computadorizado que avalia o estado do funcionamento do sistema urinário inferior), exame de sangue do PSA e o toque da próstata.
O tratamento depende da intensidade dos sintomas e da presença de complicações, sendo divididos em:
As complicações que a hiperplasia prostática benigna podem causar são: infecção urinaria crônica, formação de calculo de bexiga, retenção urinaria aguda, dilatação dos rins e insuficiência renal. 

Todo homem deve consultar o urologista a partir dos 40 anos de idade!

Fonte: Dr. José Renato Zottich

CRM 5235239-8 (Médico Urologista)



segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Depressão infantil e na adolescência

A palavra depressão é usada com grande liberdade. Basta um pequeno problema, uma desfeita, um desencontro emocional, um prejuízo financeiro, para nos declararmos deprimidos. Embora seja empregada como sinônimo de tristeza, tem pouco a ver com esse sentimento.
Depressão é uma doença grave. Se não for tratada adequadamente, interfere no dia a dia das pessoas e compromete a qualidade de vida. Nos adultos, é mais fácil de ser diagnosticada. Eles se queixam e, mesmo que não o façam, suas atitudes revelam que não se sentem bem e a família percebe que algo de errado está acontecendo. Com as crianças, é diferente. Elas aceitam a depressão como fato natural, próprio de seu jeito de ser. Embora estejam sofrendo, não sabem que aqueles sintomas são resultado de uma doença e que podem ser aliviados. Calam-se, retraem-se e os pais, de modo geral, custam a dar conta de que o filho precisa de ajuda.

SINAIS DA DEPRESSÃO INFANTIL:
A criança tem grande dificuldade para expressar que está deprimida. Primeiro, porque não sabe nomear as próprias emoções. Depende do adulto para dar o significado daquilo que se chama tristeza, ansiedade, angústia. Por isso, tende a somatizar o sofrimento e queixa-se de problemas físicos, porque é mais fácil explicar males concretos, orgânicos, do que um de caráter emocional.
Alguns aspectos do comportamento infantil podem revelar que a depressão está instalada. Por natureza, a criança está sempre em atividade, explorando o ambiente, querendo descobrir coisas novas. Quando se sente insegura, retrai-se e o desejo de exploração do ambiente desaparece. Por isso, é preciso estar atento quando ela começa a ficar quieta, parada, com muito medo de separar-se das pessoas que lhe servem de referência, como o pai, a mãe ou o cuidador. Outro ponto importante a ser observado é a qualidade de sono que muda muito nos quadros depressivos.
O que se tem percebido nos últimos anos é que a depressão, na infância, caracteriza-se pela associação de vários sintomas que vão além da ansiedade de separação manifesta quando a criança começa a frequentar a escola, por exemplo, e incluem até de medo de comer e a escolha dos alimentos passa a ser seletiva.
Portanto, a criança pode estar dando sinais de depressão quando a ansiedade de separação persiste e ela reclama o tempo todo de dores de cabeça ou de barriga, nunca demonstrando que está bem.

QUAIS SÃO AS CARACTERÍSTICAS DO SONO DA CRIANÇA DEPRIMIDA?
Na depressão infantil, o sono começa a ser interrompido por pesadelos e o medo de ficar sozinha faz com que reclame e chore muito na hora de dormir. Não é o choro de quem quer continuar brincando. É um choro assustado, indicativo do medo que está sentindo o tempo todo.

DIAGNÓSTICO:
Na criança, é bem fácil diferenciar a hiperatividade da depressão. Criança hiperativa não para quieta, mexe-se o tempo todo, principalmente os meninos. Entretanto, existe um subtipo de hiperatividade que se caracteriza pela desatenção. A criança não é hiperativa fisicamente, mas não consegue focar a atenção, por isso se retrai e vai abandonando as atividades. Muitos a consideram desligada, mas ninguém a considera uma criança triste.
Ao contrário, criança deprimida logo demonstra que não se interessa por nada e não há brincadeira que a faça sentir-se melhor. Fica parada o tempo todo e quer sempre alguém em que confie por perto.

CRIANÇAS DEPRIMIDAS PERDEM A INICIATIVA?
Perdem a iniciativa e deixam de aprender. Na escola, apresentam várias dificuldades de aprendizado e, num primeiro momento, são encaminhadas para a avaliação do oftalmologista, do otorrino, da fonoaudióloga. Passam também por testes específicos para o déficit de atenção e hiperatividade. No passado, o diagnóstico de depressão era feito por exclusão. Hoje se sabe que sintomas como alterações do apetite e do sono, diminuição da atividade física, medo excessivo, duradouro e persistente, são próprios da depressão infantil.

FATORES DE RISCO:
Como nos adultos, luto, perdas, separação dos pais, dificuldade de adaptação a situações novas, mudança de escola e de domicílio podem gerar estresse, que vai desgastando a criança e conduzindo a um quadro depressivo. No entanto, na maioria dos casos, existe um componente hereditário, genético, mais significativo do que nos adultos, responsável pelo desencadear quadros de depressão na criança.

FILHOS DE PAIS DEPRESSIVOS OU PARENTES PRÓXIMOS COM QUADROS DE DEPRESSÃO CORREM O RISCO DE APRESENTAR O PROBLEMA?
Correm, e a depressão que se inicia na infância, geralmente, é mais grave. Por isso, a criança deve ser tratada o mais rápido possível.

SINAIS NA ADOLESCÊNCIA:
Existe alguma diferença entre o quadro clínico da depressão infantil e da depressão na adolescência?
Existe, principalmente nos meninos, até por fatores culturais. O menino não internaliza as emoções como a menina, que se tranca no quarto e chora. Ele se torna extremamente agressivo, fica na defensiva o tempo todo e sai brigando com o mundo.
Basta alguém lhe dizer bom-dia, para achar que o estão acusando de alguma coisa. Rebelde e desafiador, está permanentemente em confronto. Cria problemas na escola, em casa e entra em conflito com as figuras hierárquicas. Irrita-se com muita facilidade e essas reações, às vezes, são confundidas com algum transtorno de comportamento. Quando se fala aos pais que ele está deprimido, eles reagem: “Como? Se ele tem uma energia para brigar que não tem fim?”.
Na realidade, o adolescente deprimido age como se a melhor defesa fosse o ataque e, se conseguimos ultrapassar essa barreira, ele se mostra muito angustiado e chora.

REAÇÕES DOS PAIS:
Respeitadas as diferenças de cada família, como costuma ser o comportamento dos pais diante de um filho com depressão?
A primeira reação, principalmente se existem outros filhos, é de alívio. “Que bom, como ele é quietinho, não dá trabalho nenhum!”, eles dizem, porque durante o dia não demanda atenção, fica quietinho no seu canto. Todavia, à noite, quando afloram os medos, ele começa a incomodar, porque não quer ficar sozinho, nem deixa os pais saírem de perto. Geralmente, essa dificuldade de desligar-se acaba gerando conflito entre os cônjuges. O pai acha que a mãe está superprotegendo a criança, que está cada vez mais mimada.
O que acontece com a maioria dos filhos? Longe dos pais, da mãe principalmente, eles são ótimos, alegres, comunicativos. Já a criança deprimida fica quietinha num canto, não brinca. Não é que seja muito agarrada à mãe. Mesmo longe dela, mostra-se retraída, quieta.
Os pais têm enorme resistência em entender esse comportamento como doença. A primeira leitura é interpretá-lo como erro de criação e sentem-se culpados. Na grande maioria dos casos, a criança é encaminhada para psicólogos e só depois de um ou dois anos, quando a terapia não resolveu, é que procuram outro profissional.

SUICÍDIO
Muitos adolescentes se suicidam, às vezes, por motivo aparentemente banal, mas no fundo, por trás desse gesto, está a depressão. Quadros de depressão não reconhecida e não tratada podem levar a extremos como esse?
Felizmente, o suicídio infantil é raro, porque a criança tem uma visão diferente da morte. Não a vê como fim do sofrimento. É como se fosse um sono do qual acordará depois.
Na infância, o mais comum é surgir um comportamento que chamamos de parassuicida. Acidentes podem acontecer com todas as crianças, mas com a criança deprimida são frequentes, porque ela não se protege, cai da árvore, é atropelada, arrebenta-se andando de bicicleta. Mal se refez de um, está metida em outro acidente. Parece que nunca aprende a resguardar-se.
Na adolescência, a intensidade dos sentimentos e emoções aumenta. Adolescentes são mais imediatistas e querem resolver rápido a situação que tanto os incomoda. Por isso, num impulso, em momentos de extrema angústia, cometem suicídio. É muito difícil perceber neles uma ideação suicida estruturada e planejada ao longo do tempo.
O que se tem notado, nessa faixa de idade, é a tendência ao envolvimento com gangues. Dão a impressão de que se sentem atraídos pela ideia de morte e, como não têm coragem para matar-se, enredam-se em situações em que um tiro disparado por outra pessoa, será a melhor solução para o problema, já que não têm nada a perder.

TRATAMENTO:
Na infância, é possível controlar alguns casos leves e reconhecidos precocemente com psicoterapia e a orientação dos pais. Entretanto, como a depressão tem um componente genético muito forte, em certos casos, a necessidade de medicação torna-se quase compulsória.
Dúvidas? 
Procure um psicólogo ou médico psiquiatra!


Fonte: Dra. Sandra Scivoletto - Psiquiatra
"Sandra Scivoletto é médica psiquiatra, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, coordenadora do Grupo de Estudos Álcool e Drogas e responsável pelo Ambulatório de Adolescentes do Hospital das Clínicas da FMUSP"

Planejamento familiar

O planejamento familiar é um direito assegurado na Constituição Federal. Consiste num conjunto de ações que auxiliam o casal que deseja ter filhos ou ainda, na prevenção da gravidez.
Para aqueles casais que não desejam ter filhos, o Ministério da Saúde, por meio do programa Saúde da Mulher e das secretarias estaduais e municipais de saúde, fornece medicamentos anticoncepcionais, DIU e diafragmas aos estados.

  • Reprodução assistida;
  • Vasectomia;
  • Laqueadura de trompas;

Veja a seguir a lista de produtos financiados pelo Ministério da Saúde:
- Anticoncepcional injetável trimestral;
- Anticoncepcional injetável mensal;
- Pílula oral combinada;
- Diafragma;
- DIU;
- Preservativo masculino e feminino;
- Pílula de emergência;

A lei do planejamento familiar diz que é obrigação do governo brasileiro, em todos os seus níveis, federal, estadual e municipal, disponibilizar orientações e métodos anticoncepcionais reconhecidamente seguros do ponto de vista científico para todas as mulheres e homens brasileiros e que essa oferta deve ser feita pelo SUS. Prevê, também, que a vigilância sanitária deve regulamentar o uso e criar condições para a realização, no SUS ou fora dele, da esterilização de homens e mulheres que tenham pelo menos 18 anos e dois filhos ou 25 anos, independentemente do número de filhos. A lei diz claramente ainda que o período de tempo entre a manifestação da vontade de o homem ou a mulher fazerem esterilização em um serviço de saúde e a realização da cirurgia tem de ser pelo menos de 60 dias. A intenção é que, nesse período, essas pessoas sejam informadas sobre os riscos da cirurgia, as vantagens e desvantagens de escolher um método praticamente irreversível, e tenham a oportunidade de conhecer alternativas de anticoncepção.

Dúvidas?
Converse com a sua Ginecologista ou Enfermeira da ESF.